RCM surgiu na indústria aeronáutica

Foto de Luis Cyrino
Luis Cyrino

RCM surgiu na indústria aeronáutica

A metodologia da RCM e o padrão de falhas que tanto ouvimos falar, hoje é muito aplicada na Confiabilidade de ativos. Mas você sabe como essa metodologia surgiu e como se chegou aos padrões de falha? Pois é, tem uma história que por conta de uma necessidade importante da aeronáutica americana onde tudo começou.

A introdução de frotas de aeronaves a jato fez com que o setor aéreo americano melhorasse os métodos de análise para melhorar a eficácia da manutenção do setor. Uma das razões implícitas no uso da preventiva é a crença de que a confiabilidade da máquina diminui com o uso.

Portanto com base nessa premissa, os primeiros esforços para melhorar esse tipo de manutenção foi examinar a relação entre confiabilidade e o tempo de uso.

Mais manutenção preventiva

Esforços para analisar profundamente a eficácia da manutenção preventiva como um processo para evitar falhas começou no final da década de 1950. No período entre as décadas de 1950 e 1970, a terceira geração de manutenção nasceu na indústria da aviação.

Após a Segunda Guerra Mundial, as viagens aéreas tornaram-se amplamente acessíveis. Em 1958, a Administração Federal de Aviação (FAA) ficou preocupada com a confiabilidade das aeronaves e segurança dos passageiros.

Na época, o pensamento dominante era que peças e componentes tinham uma vida específica. Tinha-se a ideia que esses itens importantes falhariam depois de atingir uma certa “idade”.

Com isso surge um pensamento lógico – substituindo peças e componentes antes de atingirem essa idade evitaria assim a falha/quebra. E trabalhando com uma preventiva pré-determinada no tempo, seria possível garantir a confiabilidade das aeronaves e segurança aos passageiros

Nas décadas de 1950 e 1960, a revisão típica de motores de aeronaves era a cada 8 mil horas. Assim, quando a indústria se deparou com um número crescente de falhas, a conclusão foi imediata e lógica.

Obviamente, a idade de peças e componentes deve ser inferior às 8 mil horas que estavam sendo consideradas. Assim, a manutenção preventiva foi realizada mais cedo, e o tempo entre revisões foi reduzido.

Redução dos intervalos entre preventivas não funciona

Com a redução dos intervalos de intervenção e aumentando assim a quantidade de preventiva teve três resultados muito inesperados.

  1. Primeiramente, a ocorrência de algumas falhas diminuiu, o que exatamente todos esperavam que acontecesse.
  2. O segundo resultado foi que um número maior de falhas ocorreu com a mesma frequência que antes. E claro, isso não era esperado e gerou muita controvérsia o porquê isso estava acontecendo.
  3. O terceiro resultado foi que a maioria das falhas ocorreu com mais frequência que antes. Em outras palavras, mais manutenção preventiva estava acarretando mais falhas.

Com certeza podemos imaginar que isso gerou muitos questionamentos e também decepção para os envolvidos. Não precisa nem dizer que os resultados com o menor intervalo entre as preventivas frustraram tanto a FAA quanto as companhias aéreas.

Surge a Manutenção Centrada na Confiabilidade – RCM

Devido a isso, a preocupação geral se instalou demasiadamente por conta de mais manutenção e menos resultados. Assim, durante a década de 1960, as companhias aéreas e a FAA estabeleceram uma força-tarefa conjunta para descobrir o que estava acontecendo.

Após analisar 12 anos de dados, a força-tarefa concluiu que as revisões tiveram pouco ou nenhum efeito na confiabilidade das aeronaves.

Por muitos anos os engenheiros pensaram que todos os equipamentos, peças e componentes tinham algum tipo de padrão de desgaste. Em outras palavras, à medida que o equipamento envelhece, a probabilidade de falha aumenta. Mas o estudo descobriu que esse conceito universalmente aceito não era totalmente verdade.

Em vez disso, a força-tarefa encontrou seis padrões que descrevem a relação entre idade e fracasso. E que a maioria das falhas ocorre aleatoriamente e não com base na idade.

Os resultados da força-tarefa foram usados para desenvolver uma série de diretrizes para companhias aéreas e fabricantes de aviões sobre o desenvolvimento de cronogramas de manutenção confiáveis.

A primeira medida intitulada “Avaliação de Manutenção e Desenvolvimento de Programas” foi lançada em 1967 pela United Airlines. Essa medida ou força tarefa é conhecida como MSG-1 – Maintenance Steering Group e foi escrito especificamente para o Boeing 747-100.

Essa força tarefa da indústria aérea aplicou pela primeira vez a lógica da árvore de decisão – uma série de perguntas que levam a uma decisão de tarefa de manutenção suportável – ao identificar as tarefas de manutenção preventiva necessárias.

Esse antecessor do RCM provou ser uma abordagem eficiente, pois focava diretamente no impacto da falta de confiabilidade nas operações e na segurança. No ano seguinte, a lógica da árvore de decisão formou a base para o projeto do programa inicial de manutenção do Boeing 747.

O cronograma de manutenção do 747-100 foi o primeiro a aplicar conceitos de Manutenção Centrada em Confiabilidade usando a diretriz da MSG-1. E obteve uma redução de 25% a 35% nos custos de manutenção em comparação com as práticas anteriores.

Como resultado, as companhias aéreas fizeram lobby para remover toda a terminologia 747-100 do MSG-1. Eles queriam os cronogramas de manutenção para todos os novos aviões comerciais projetados usando o mesmo processo.

O resultado foi o MSG-2, lançado em 1970 intitulado “Planejamento do Programa de Manutenção de Companhia Aérea/Fabricante”.

No início da década de 1970, esse trabalho atraiu a atenção do Gabinete do Secretário de Defesa, do Comando de Sistemas Aéreos Navais, da Força Aérea e do Exército. A Marinha foi a primeira a aplicar essa nova filosofia e uma metodologia aprimorada chamada Manutenção Centrada em Confiabilidade (RCM).

Departamento de Defesa dos EUA se envolve no RCM

Assim, em 1974, o Departamento de Defesa pediu à United Airlines que escrevesse um relatório sobre os processos usados para definir programas de manutenção confiáveis para aeronaves civis.

Em 1978, a United Airlines publicou um livro preparado sob contrato com o Gabinete do Secretário Adjunto de Defesa (Manpower, Reserve Affairs and Logistics) detalhando a metodologia RCM. Este livro, Reliability-Centered Maintenance, de Stanley Nowlan e Howard Heap formaram a base para a aplicação do Naval Sea Systems Command do RCM para manutenção de navios.

Desde então, muito mais trabalho foi feito para progredir na nesse novo método da Manutenção Centrada na Confiabilidade. A indústria aérea mudou para o MSG-3, um processo estruturado que tem em seu “DNA”, os conceitos da RCM.

E que através de um fluxo lógico de tomada de decisões, resultam nas tarefas de manutenção programadas para os diversos sistemas e sub‐ sistemas das aeronaves. John Moubray publicou seu livro RCM2 na década de 1990 introduzindo conceitos de Manutenção Centrada em Confiabilidade para a indústria em geral.

Atualmente, a manutenção do RCM é definida através de normas internacionais como a SAE JA 1012 e IEC 60-300-3-11. Mas é o trabalho feito nos anos 60 e 70 na indústria aérea americana que culminou no relatório Knowlan & Heap em 1978, ao qual todas as abordagens modernas de manutenção RCM podem ser vistas.

Padrão de falhas

O trabalho pioneiro em Manutenção Centrada em Confiabilidade realizado pela United Airlines começou com um estudo das características de confiabilidade da idade de peças e componentes.

Quando a United desmontou os motores para reparo, encontrou alguns motores cujos componentes internos estavam em boas condições e alguns motores cujos componentes internos estavam em más condições.

Além disso, quando a United começou a explorar a relação idade-confiabilidade, introduzindo esses motores de volta ao serviço após reparo mínimo, descobriu que alguns motores com componentes internos em boas condições exibiam menor confiabilidade em serviço do que motores com componentes em condições desgastadas.

A United Airlines percebeu que não tinha um controle tão firme sobre a relação entre tempo de serviço (ou “idade”) e confiabilidade quanto pensava. A degradação da confiabilidade é uma redução da resistência de um item à falha.

A empresa aplicou a mesma técnica usada por atuários de seguros ao desenvolver curvas de mortalidade para seres humanos. Esta técnica foi usada para explorar a relação entre a taxa de falha ou probabilidade condicional de falha e alguma medida de idade operacional para o hardware da aeronave.

A probabilidade condicional de falha é a taxa de falha do componente em relação ao tempo. Uma probabilidade condicional constante de falha significa que a taxa de falha não está aumentando ou diminuindo em relação ao tempo, significa que temos falhas aleatórias.

Os resultados da exploração inicial dessa relação pela United são mostrados na Figura 2.1 na coluna marcada UAL, que foram desenvolvidos a partir de um estudo de 139 componentes e equipamentos de aeronaves.

Esses resultados mostram tanto desgaste (falhas relacionadas à idade, curvas A, B e C) quanto falhas aleatórias (curvas D, E e F). A figura a seguir também inclui resultados semelhantes de estudos posteriores.

Nesse gráfico os dados da UAL – United Air Lines e Broberg são baseados em aeronaves, e MSDP e SSMD são baseados em embarcações da Marinha.

A análise mostrou que:

  1. Falhas aleatórias predominam em comparação com falhas relacionadas à idade. A mortalidade infantil (ou seja, alta probabilidade inicial de falha, diminuindo com a idade) é comum.
  2. A mortalidade infantil persiste (é necessário um tempo significativo para a transição da mortalidade infantil para a probabilidade condicional de insucesso em estado estacionário).
  3. A probabilidade condicional de falha nunca é zero.
  4. A forma da curva característica de confiabilidade de idade é altamente dependente da configuração.
  5. Itens simples tendem a apresentar desgaste (curvas A, B e C), enquanto itens complexos tendem a apresentar falhas aleatórias (curvas D, E e F).

Conclusão

Segundo esse estudo, não é necessário desenvolver curvas de características de confiabilidade de idade para cada item do equipamento. Na verdade, essas curvas devem ser limitadas a um pequeno conjunto de itens de alto valor.

Na manutenção em geral, acredito que podemos fazer isso em itens estratégicos, independentemente de valor, que se busca uma confiabilidade em seu funcionamento. Outro fator que merece destaque é sobre a imensa divulgação hoje em dia sobre a efetividade da preventiva ser de apenas 11%.

No meu ponto de vista não podemos generalizar sobre esse índice e digo porquê. Digo isso, pois essa probabilidade 11% de efetividade contra 89% de ineficiência é exclusivamente para esse estudo do padrão de falhas em aeronaves.

Não podemos generalizar para todo tipo de máquina ou equipamento que são totalmente distintos desse segmento. O que podemos disseminar tranquilamente é que esse estudo nos trouxe a RCM e o padrão de falhas como uma referência. Uma metodologia fantástica onde podemos evidenciar as melhores estratégias de manutenção para cada tipo de segmento de ativos.

 

 

Fonte:

https://www2.fab.mil.br/ila/index.php/downloads/category/40-2-encontro-de-confiabilidade?download=171:apresentacao

https://reliabilityanalyticstoolkit.appspot.com/static/S9081-AB-GIB-010_R1_RCM_Handbook.pdf

http://www.plant-maintenance.com/articles/SubmarineMaintenanceDataRCM.pdf

https://pt.scribd.com/document/455902858/John-Moubray-Manutencao-Centrada-em-Confiabilidade

Compartilhar:

Facebook
Twitter
LinkedIn
Pinterest

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados
Categorias

Newsletter

Cadastre seu e-mail e receba conteúdo exclusivo. Odiamos SPAM ;)

POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Este site é mantido e operado por Luis Carlos Cyrino Peres

Nós coletamos e utilizamos alguns dados pessoais que pertencem àqueles que utilizam nosso site. Ao fazê-lo, agimos na qualidade de controlador desses dados e estamos sujeitos às disposições da Lei Federal n. 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais - LGPD).

Nós cuidamos da proteção de seus dados pessoais e, por isso, disponibilizamos esta política de privacidade, que contém informações importantes sobre:
- Quem deve utilizar nosso site
- Quais dados coletamos e o que fazemos com eles;
- Seus direitos em relação aos seus dados pessoais; e
- Como entrar em contato conosco.

1. Dados que coletamos e motivos da coleta
Nosso site coleta e utiliza alguns dados pessoais de nossos usuários, de acordo com o disposto nesta seção.

1.1. Dados pessoais fornecidos expressamente pelo usuário
Nós coletamos os seguintes dados pessoais que nossos usuários nos fornecem expressamente ao utilizar nosso site:
Nome
E-mail
Telefone

A coleta destes dados ocorre nos seguintes momentos:
Solicitação de Contato
Solicitação de Orçamentos

Os dados fornecidos por nossos usuários são coletados com as seguintes finalidades:
Para retornar o contato ao usuário que solicitou, seja para orçamento, duvidas ou suporte

1.2. Dados pessoais obtidos de outras formas
Nós coletamos os seguintes dados pessoais de nossos usuários:
Dados de localização, navegador, dispositivo de acesso, sistema operacional, faixa etária, sexo, através do Google Analytics e Google Ads

A coleta destes dados ocorre nos seguintes momentos:
Ao acessar o site e navegar nas páginas

Estes dados são coletados com as seguintes finalidades:
Melhorar a experiência do usuário ao navegar em nosso site

1.3. Dados sensíveis
Não serão coletados dados sensíveis de nossos usuários, assim entendidos aqueles definidos nos arts. 11 e seguintes da Lei de Proteção de Dados Pessoais. Assim, não haverá coleta de dados sobre origem racial ou étnica, convicção religiosa, opinião política, filiação a sindicato ou a organização de caráter religioso, filosófico ou político, dado referente à saúde ou à vida sexual, dado genético ou biométrico, quando vinculado a uma pessoa natural.

1.4. Cookies
Cookies são pequenos arquivos de texto baixados automaticamente em seu dispositivo quando você acessa e navega por um site. Eles servem, basicamente, para seja possível identificar dispositivos, atividades e preferências de usuários.
Os cookies não permitem que qualquer arquivo ou informação sejam extraídos do disco rígido do usuário, não sendo possível, ainda, que, por meio deles, se tenha acesso a informações pessoais que não tenham partido do usuário ou da forma como utiliza os recursos do site.

a. Cookies de terceiros
Alguns de nossos parceiros podem configurar cookies nos dispositivos dos usuários que acessam nosso site.
Estes cookies, em geral, visam possibilitar que nossos parceiros possam oferecer seu conteúdo e seus serviços ao usuário que acessa nosso site de forma personalizada, por meio da obtenção de dados de navegação extraídos a partir de sua interação com o site.
O usuário poderá obter mais informações sobre os cookies de terceiro e sobre a forma como os dados obtidos a partir dele são tratados, além de ter acesso à descrição dos cookies utilizados e de suas características, acessando o seguinte link:
https://developers.google.com/analytics/devguides/collection/analyticsjs/cookie-usage?hl=pt-br
As entidades encarregadas da coleta dos cookies poderão ceder as informações obtidas a terceiros.

b. Gestão de cookies
O usuário poderá se opor ao registro de cookies pelo site, bastando que desative esta opção no seu próprio navegador. Mais informações sobre como fazer isso em alguns dos principais navegadores utilizados hoje podem ser acessadas a partir dos seguintes links:
Internet Explorer:
https://support.microsoft.com/pt-br/help/17442/windows-internet-explorer-delete-manage-cookies
Safari:
https://support.apple.com/pt-br/guide/safari/sfri11471/mac
Google Chrome:
https://support.google.com/chrome/answer/95647?hl=pt-BR&hlrm=pt
Mozila Firefox:
https://support.mozilla.org/pt-BR/kb/ative-e-desative-os-cookies-que-os-sites-usam
Opera:
https://www.opera.com/help/tutorials/security/privacy/
A desativação dos cookies, no entanto, pode afetar a disponibilidade de algumas ferramentas e funcionalidades do site, comprometendo seu correto e esperado funcionamento. Outra consequência possível é remoção das preferências do usuário que eventualmente tiverem sido salvas, prejudicando sua experiência.

1.5. Coleta de dados não previstos expressamente
Eventualmente, outros tipos de dados não previstos expressamente nesta Política de Privacidade poderão ser coletados, desde que sejam fornecidos com o consentimento do usuário, ou, ainda, que a coleta seja permitida com fundamento em outra base legal prevista em lei.
Em qualquer caso, a coleta de dados e as atividades de tratamento dela decorrentes serão informadas aos usuários do site.

2. Compartilhamento de dados pessoais com terceiros Nós não compartilhamos seus dados pessoais com terceiros. Apesar disso, é possível que o façamos para cumprir alguma determinação legal ou regulatória, ou, ainda, para cumprir alguma ordem expedida por autoridade pública.

3. Por quanto tempo seus dados pessoais serão armazenados
Os dados pessoais coletados pelo site são armazenados e utilizados por período de tempo que corresponda ao necessário para atingir as finalidades elencadas neste documento e que considere os direitos de seus titulares, os direitos do controlador do site e as disposições legais ou regulatórias aplicáveis.
Uma vez expirados os períodos de armazenamento dos dados pessoais, eles são removidos de nossas bases de dados ou anonimizados, salvo nos casos em que houver a possibilidade ou a necessidade de armazenamento em virtude de disposição legal ou regulatória.

4. Bases legais para o tratamento de dados pessoais
Uma base legal para o tratamento de dados pessoais nada mais é que um fundamento jurídico, previsto em lei, que justifica o justifica. Assim, cada operação de tratamento de dados pessoais precisa ter uma base legal a ela correspondente.

Nós tratamos os dados pessoais de nossos usuários nas seguintes hipóteses:
- mediante o consentimento do titular dos dados pessoais
- para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador

4.1. Consentimento
Determinadas operações de tratamento de dados pessoais realizadas em nosso site dependerão da prévia concordância do usuário, que deverá manifestá-la de forma livre, informada e inequívoca.
O usuário poderá revogar seu consentimento a qualquer momento, sendo que, não havendo hipótese legal que permita ou que demande o armazenamento dos dados, os dados fornecidos mediante consentimento serão excluídos.
Além disso, se desejar, o usuário poderá não concordar com alguma operação de tratamento de dados pessoais baseada no consentimento. Nestes casos, porém, é possível que não possa utilizar alguma funcionalidade do site que dependa daquela operação. As consequências da falta de consentimento para uma atividade específica são informadas previamente ao tratamento.

4.2. Cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador
Algumas operações de tratamento de dados pessoais, sobretudo o armazenamento de dados, serão realizadas para que possamos cumprir obrigações previstas em lei ou em outras disposições normativas aplicáveis às nossas atividades.

5. Direitos do usuário
O usuário do site possui os seguintes direitos, conferidos pela Lei de Proteção de Dados Pessoais:
- confirmação da existência de tratamento;
- acesso aos dados;
- correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
- anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto na lei;
- portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial;
- eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nos casos previstos em lei;
- informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
- informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
- revogação do consentimento.
É importante destacar que, nos termos da LGPD, não existe um direito de eliminação de dados tratados com fundamento em bases legais distintas do consentimento, a menos que os dados seja desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o previsto na lei.

5.1. Como o titular pode exercer seus direitos
Para garantir que o usuário que pretende exercer seus direitos é, de fato, o titular dos dados pessoais objeto da requisição, poderemos solicitar documentos ou outras informações que possam auxiliar em sua correta identificação, a fim de resguardar nossos direitos e os direitos de terceiros. Isto somente será feito, porém, se for absolutamente necessário, e o requerente receberá todas as informações relacionadas.

6. Medidas de segurança no tratamento de dados pessoais
Empregamos medidas técnicas e organizativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações de destruição, perda, extravio ou alteração desses dados.
As medidas que utilizamos levam em consideração a natureza dos dados, o contexto e a finalidade do tratamento, os riscos que uma eventual violação geraria para os direitos e liberdades do usuário, e os padrões atualmente empregados no mercado por empresas semelhantes à nossa.
Entre as medidas de segurança adotadas por nós, destacamos as seguintes:
Armazenamento em servidores e computadores criptografados
Ainda que adote tudo o que está ao seu alcance para evitar incidentes de segurança, é possível que ocorra algum problema motivado exclusivamente por um terceiro - como em caso de ataques de hackers ou crackers ou, ainda, em caso de culpa exclusiva do usuário, que ocorre, por exemplo, quando ele mesmo transfere seus dados a terceiro. Assim, embora sejamos, em geral, responsáveis pelos dados pessoais que tratamos, nos eximimos de responsabilidade caso ocorra uma situação excepcional como essas, sobre as quais não temos nenhum tipo de controle.
De qualquer forma, caso ocorra qualquer tipo de incidente de segurança que possa gerar risco ou dano relevante para qualquer de nossos usuários, comunicaremos os afetados e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados acerca do ocorrido, em conformidade com o disposto na Lei Geral de Proteção de Dados.

7. Reclamação a uma autoridade de controle
Sem prejuízo de qualquer outra via de recurso administrativo ou judicial, os titulares de dados pessoais que se sentirem, de qualquer forma, lesados, podem apresentar reclamação à Autoridade Nacional de Proteção de Dados.

8. Alterações nesta política
A presente versão desta Política de Privacidade foi atualizada pela última vez em: 02/12/2020.
Nos reservamos o direito de modificar, a qualquer momento, as presentes normas, especialmente para adaptá-las às eventuais alterações feitas em nosso site, seja pela disponibilização de novas funcionalidades, seja pela supressão ou modificação daquelas já existentes.
Sempre que houver uma modifição, nossos usuários serão notificados acerca da mudança.

9. Como entrar em contato conosco
Para esclarecer quaisquer dúvidas sobre esta Política de Privacidade ou sobre os dados pessoais que tratamos, entre em contato com nosso Encarregado de Proteção de Dados Pessoais, por algum dos canais mencionados abaixo:
E-mail: contato@manutencaoemfoco.com.br
Telefone: (41) 9 9958-6044