Melhoria Específica, metodologia TPM

Luis Cyrino
12 abr 2018
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Melhoria Específica – pilar ME

Melhoria Específica é o quarto pilar da metodologia TPM e que fecha o quadrante dos pilares básicos e de sustentação de toda a metodologia. Isso não quer dizer que os outros pilares não sejam importantes, mas estes quatro trazem todo o conceito e objetivos intrínsecos à metodologia.

O pilar da Melhoria Específica tem como objetivo a melhoria individual de máquinas e equipamentos, atividade que serve para erradicar de forma concreta as seis grandes perdas que reduzem o OEE do sistema produtivo.

Portanto o pilar da melhoria específica tem como atividade principal a busca da elevação da Eficiência Global dos Equipamentos (OEE), através da redução ou eliminação das perdas. É a partir dos dados quantitativos do OEE que se torna possível verificar se a utilização da máquina ou do equipamento está sendo plena e onde poderiam ser realizadas melhorias.

Entendendo o significado do OEE

Esse termo do OEE significa “Eficiência Global do Equipamento”, do inglês (Overall Equipment Effectiveness). É a utilização plena das funções e capacidades de uma ou equipamento”.

Como calcular o OEE?

O OEE é representado por 3 termos que relacionam as grandes perdas:

Primeiro: Índice de desempenho (produção real ÷ produção ideal), esse índice nos responde a seguinte questão: A máquina está rodando em velocidade plena e adequada ao que se espera dela?

Segundo: Índice de qualidade (produtos bons – produtos defeituosos) ÷ produtos bons.  Esse índice nos responde a seguinte questão: A máquina está produzindo com todas as especificações do produto de forma correta?

Terceiro: Índice de disponibilidade (tempo esperado em produção – tempo de paradas em geral) ÷ tempo esperado em produção

Índice do OEE = (% disponibilidade x % desempenho x % qualidade) x 100.

Atividades básicas do pilar ME

  • Formar equipes multifuncionais denominados “Times de Melhorias Específicas” que trabalham no planejamento e realização do Kaizen;
  • Identificação das grandes perdas;
  • Elaboração da Árvore de Perdas;
  • Promover o domínio da metodologia para eliminação das grandes perdas através das atividades de grupos de melhoria;
  • Eliminação das perdas, dando prioridade para aquelas com maior impacto financeiro e, com isso proporcionando melhores retornos com as melhorias implantadas;
  • Fazer o registro das melhorias implantadas e seus resultados.

As grandes perdas

Na metodologia TPM, as grandes perdas estão estruturadas em dois grupos: as perdas que estão ligadas ou intrínsecas ao processo e as perdas que não estão relacionadas ao processo.

Primeiro grupo: As perdas que fazem parte do processo não são via de regra, possíveis de serem eliminadas, mas podem ser reduzidas drasticamente através da implementação de melhorias.

Segundo grupo: As perdas não relacionadas ao processo são consequências das falhas ocorridas nas atividades ligadas de alguma forma aos processos produtivo e administrativo, e que podem ser totalmente eliminadas.

O que podemos afirmar com toda a certeza, é que em todo tipo e processo onde haja perdas, existirá sempre a oportunidade de melhorias. O importante nesse processo é saber identifica-las, mensurar qual o tamanho dessa perda. E como consequência, trabalhar nos projetos de melhorias para obter ganhos de eficiência e produtividade.

Definição das perdas

A filosofia da metodologia TPM está baseada na identificação e eliminação de perdas, que são dividas da seguinte maneira:

Perdas em máquinas e equipamentos

As falhas em máquinas e equipamentos; nos set-up e ajustes; nas trocas de ferramentas de corte; nas perdas por acionamento; perdas por pequenas paradas; perdas por velocidade e nos defeitos e retrabalhos.

Perdas por mão de obra

As perdas por mão de obra são decorrentes por tempo de espera, por excessos de movimento, falhas de layout na linha, problemas de logística ou excesso de medições e ajustes.

Outras perdas

Perdas de energia (elétrica, gás, combustíveis) que são aplicadas, mas não utilizadas de fato no processo gerando desperdício. Outras perdas por despesas adicionais para substituição ou reparo de moldes, ferramentas e gabaritos decorrentes de quebra ou desgaste de utilização. Ou perdas por falhas de uso da matéria prima gerando descartes acima do normal, mais conhecido como “aparas”.

Perdas crônicas

Essas perdas são as mais complicadas pois são decorrentes da falta de confiabilidade das máquinas e equipamentos. A solução desse tipo de perdas exige as vezes, medidas mais complexas e inovadoras. Podem ser originadas por causa única ou diversas causas e de difícil detecção. As vezes a melhor solução sejam medidas para amenizar suas causas e diminuir seu impacto no resultado final.

A eliminação das perdas crônicas exige um esforço diferenciado por parte dos envolvidos na análise dos fenômenos e no estudo dos possíveis fatores causadores.

Conclusão

É notório no decorrer desta edição sobre a Melhoria Específica, que se trata de um pilar extremamente importante da metodologia TPM.

Fica visível que em todo tipo de máquinas, equipamentos, sistemas ou linhas de produção, sempre temos a possibilidade de melhorar alguma coisa.

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