Plano de lubrificação Autônoma

Luis Cyrino
30 ago 2017
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Plano de lubrificação Autônoma

Plano de lubrificação Autônoma – A lubrificação, apenas relembrando, é uma operação que consiste em introduzir normalmente substâncias como o óleo e a graxa entre superfícies sólidas que estejam em contato entre si e que executam movimentos.

Quando recobertos por esses lubrificantes, os pontos de atrito das superfícies sólidas fazem com que o atrito sólido seja substituído pelo atrito fluido, ou seja, em atrito entre uma superfície sólida e um fluido. Nessas condições, o desgaste entre as superfícies será bastante reduzido.

Outros benefícios da lubrificação

Temos também outros benefícios importantes da lubrificação quando o lubrificante é corretamente selecionado, ele reduz o calor / temperatura, pois o lubrificante também refrigera, evita a corrosão, diminui vibrações e ruídos e reduz o desgaste.

Portanto a lubrificação em si, quer dizer menos esforço, menor atrito, menos desgaste, enfim, diminuição no consumo de energia.

Podemos então dizer que a lubrificação por si só é um método que quando aplicado adequadamente é um tipo de manutenção preventiva.

Isso pois evita o desgaste prematuro de muitos componentes como rolamentos, buchas e cames durante os processos de funcionamento em máquinas e equipamentos.

Responsabilidade pela lubrificação

A manutenção sempre foi e será a responsável pelas atividades de lubrificação, quer seja executada por mecânicos ou por profissional específico, o lubrificador industrial ou mesmo por equipes de terceiros.

Todo seu planejamento quanto aos planos e rotas de lubrificação, cadastramento dos itens de lubrificação necessários e tudo mais.

Lubrificação Autônoma, um grande reforço

Temos visto através da metodologia do TPM por meio do pilar da Manutenção Autônoma, a inserção de responsabilidades da operação por várias atividades que normalmente seriam de responsabilidade da Manutenção.

E uma dessas atividades é a lubrificação Autônoma executada pelos operadores das máquinas, isso é claro, não isenta a responsabilidade da Manutenção pela lubrificação como um todo.

E como isso funciona?

Segundo a premissa da metodologia do TPM em referência ao pilar da Manutenção Autônoma onde diz em relação aos operadores que “Da minha máquina cuido eu” onde os operadores devem ter habilidades para:

  • Identificar anormalidades.
  • Realizar pequenos reparos de manutenção.
  • Criar padrões de limpeza, lubrificação e inspeção.
  • Identificar pontos de melhorias.

Na implantação do pilar MA temos a fase do aprendizado com os problemas que a máquina apresenta que incluem as etapas do 5S, limpeza inicial, eliminação das fontes de sujeira e locais de difícil acesso.

E na etapa 3 é que está o nosso foco, onde se pede a elaboração dos padrões provisórios de limpeza, inspeção e lubrificação.

Como transferir essa responsabilidade

A Manutenção Autônoma consiste em mudar a atitude do profissional da operação, ou seja, mudar sua concepção sobre a rotina de trabalho, desenvolvendo seu conhecimento e habilidade para a gestão Autônoma.

Isso é feito em conjunto com outros pilares considerados como base da metodologia TPM, os pilares da Manutenção Planejada e do pilar de Educação e Treinamento, além do pilar da Melhoria Específica.

Aplicando a lubrificação Autônoma

A manutenção tem participação decisiva nesse processo baseado no seu plano mestre de lubrificação. Tem com isso a responsabilidade de identificar os pontos de lubrificação onde a operação tem a capacidade de executar e mais que isso:

  • Treinar os operadores a fazer essa lubrificação;
  • Disponibilizar os materiais necessários e os lubrificantes;
  • Participar na elaboração do padrão provisório dessa lubrificação;
  • Monitorar se o trabalho está sendo executado.

Devemos salientar que esses pontos de lubrificação redirecionados para a manutenção Autônoma, são de simples execução e direcionados aos pontos de lubrificação com periodicidade curtas como a diária e semanal.

Também direcionados os pontos de fácil visualização e que não requerem acessos mais complicados. A ideia básica é fazer com que a operação se interaja com a máquina em que ela atua e perceba que sua atuação está trazendo benefícios.

Conclusão

Com certeza essa iniciativa de participação da operação em algumas atividades que fazem parte do pilar da MA como plano de inspeção, plano de lubrificação, identificação de fontes de sujeira e locais de difícil acesso entre outros, são extremamente benéficas.

Isso fica claro pois a sinergia gerada entre as áreas de Manutenção e Operação são na minha concepção, a melhor ferramenta que pode existir para obter dos ativos envolvidos, sua melhor eficiência em produtividade e disponibilidade.

São áreas estratégicas que historicamente não tem lá um relacionamento muito bom por divergências de responsabilidades nos problemas gerados por esses ativos.

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