Critérios de classificação dos materiais

Luis Cyrino
17 set 2019
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Critérios de classificação dos materiais

Critérios de classificação dos materiais de estoques é a sequência do artigo anterior onde falamos da “Classificação de materiais dos Estoques”. Podemos notar diante do já exposto e o que veremos a seguir que os estoques têm muitas características importantes na sua formação.

A seguir vejamos alguns dos diversos critérios normalmente usados na classificação dos materiais:

1 – Quanto à sua Estocagem ou por Demanda

a) Materiais estocáveis

São aqueles que devem existir em estoque e para os quais serão determinados critérios de ressuprimento, de acordo com a previsão de consumo.

b) Materiais não-estocáveis

São aqueles não destinados à estocagem e que não são críticos para a operação da organização. Por isso, seu ressuprimento não é feito automaticamente. Sua aquisição se dá mediante solicitação dos setores usuários, e sua utilização geralmente é imediata.

c) Materiais de estocagem permanente

São materiais mantidos em nível normal de estoque, para garantir o abastecimento ininterrupto de qualquer atividade. Aconselha-se o sistema de renovação automática.

d) Materiais de estocagem temporária

Não são considerados materiais de estoque e por isso são guardados apenas durante determinado tempo, até sua utilização.

2 – Quanto a sua aplicação

a) Materiais de consumo geral

São materiais que a empresa utiliza em seus diversos setores, para fins diretos ou indiretos de produção.

b) Materiais de manutenção

São os materiais chamados sobressalentes que são utilizados pelo setor de Manutenção da organização.

3 – Por Periculosidade

Materiais perigosos são aqueles que oferecem risco, em especial durante as atividades de manuseio e transporte. Nesta categoria, estão inseridos os explosivos, líquidos e sólidos inflamáveis, materiais radioativos, corrosivos, oxidantes etc.

4 – Por ser Perecível

Trata-se de uma classificação que leva em conta o desaparecimento das propriedades físico-químicas do material. Gêneros alimentícios, vacinas, materiais para testes laboratoriais, entre outros, são considerados perecíveis, já que estão sujeitos à deterioração e à decomposição.

5 – Importância Operacional (Classificação XYZ)

Em Administração de Materiais, há o conceito de materiais críticos entendidos como aqueles que são merecedores de atenção especial do gestor, por diversos motivos sejam eles financeiros, operacionais, de segurança, entre outros.

A Classificação XYZ avalia o grau de criticidade ou de imprescindibilidade do item de material nas atividades desempenhadas pela organização. As classes são assim definidas, conforme Mendes e Castilho (2009):

Classe X: Materiais de baixa criticidade, cuja falta não implica paralisações da produção, nem riscos à segurança pessoal, ambiental e patrimonial.

Classe Y: Materiais que apresentam grau de criticidade intermediário, podendo, ainda, ser substituídos por outros com relativa facilidade.

Classe Z: Materiais de máxima criticidade, não podendo ser substituídos por outros equivalentes em tempo hábil sem acarretar prejuízos significativos. A falta desses materiais provoca a paralisação da produção, ou coloca em risco as pessoas, o ambiente ou o patrimônio da empresa.

6 – Classificação ABC

A classificação ABC destina-se a categorizar os itens de material por valor de demanda, ou seja, pelo valor financeiro referente ao consumo do material, em determinado período.

Os itens que respondem por maior valor de demanda são ditos como pertencentes à classe A e os de menor, de classe C. As especificidades dessa classificação, bem como as metodologias de cálculo é uma ferramenta na gestão de estoque de grande importância.

Saiba mais sobre a classificação ABC de materiais, clicando AQUI

Métodos de identificação dos materiais

Temos basicamente dois tipos de métodos para identificação dos materiais de estoque. Não tem o certo ou errado, tem o que mais se encaixa ao tipo de item que se deseja cadastrar no estoque.

Método Descritivo:

Quando se identifica o material pela sua descrição detalhada. Procura-se neste tipo de identificação apresentar todas as características físicas que tornem o item único, independentemente da sua referência ou fabricante. No entanto deve-se evitar, tanto quanto possível, um ligeiro excesso de pormenores descritivos, uma vez que descrições em demasia tornam o catálogo do material mais volumoso e cansativo de ver.

Método Referencial:

Este método de identificação atribui uma descrição ou uma nomenclatura apoiada na referência do fabricante. Ou seja, temos muitas máquinas e equipamentos que vem em seu manual esse referencial. Normalmente na parte que fala sobre Manutenção o fabricante sugere que a empresa tenha em seu estoque alguns itens de sobressalentes. E nesse caso muitos deles têm um código referencial que basta copiar na descrição do item e pronto.

Sistema de codificação

Os códigos atribuídos aos itens de material, depois de efetuadas as etapas de sua classificação, podem ser de várias formas ou sistemas:

Alfabético: Conjunto de letras que permite identificar o item de material. Devido à limitação de letras e à dificuldade de memorização, está caindo em desuso. Foi bastante utilizada na codificação de livros e uma particularidade desse método é que ele consegue associar as letras com as características do produto.

Alfanumérico: Mescla números e letras para representar o material sendo que a quantidade de números e letras é definida pela empresa que o utilizará. Ou seja, não há nenhuma regra específica para esses tipos de codificação, sendo bastante flexível, de acordo com as necessidades do negócio.

Numérico ou decimal: Apenas números são utilizados na identificação do item. Possui aplicação mais simples, generalizada e ilimitada. É o mais indicado para a classificação de materiais. Em geral, esse sistema segue o que foi adotado pelo FSC (Federal Supply Classification System), mas pode sofrer algumas modificações para se adequar às necessidades da empresa.

Código de barras: Outro sistema é o de Código de Barras da EAN Brasil (Associação Brasileira de Automação Comercial), muito eficaz, apresentando rapidez e precisão na troca de informações e assegurando maior qualidade na movimentação e produtividade do controle de estoque.

Um bom sistema de codificação de materiais deve apresentar alguns requisitos, assim discriminados:

  • Expansividade: deve suportar um aumento no rol de sua classificação, esperado com o crescimento da organização;
  • Unicidade: o código é a “chave primária” do item de material. Isso significa que há apenas um código para cada item;
  • Simplicidade: facilidade de compreensão e de uso;
  • Operacionalidade: o uso do sistema de codificação deve ser “prático e robusto no campo”;
  • Confiabilidade: o sistema de codificação deve assegurar a qualidade que dele se espera;
  • Versatilidade: possibilidade de adequação às mais variadas aplicações; e
  • Padronização: existência de regras estruturadas na codificação do item.

Conclusão

Uma correta e adequada codificação de materiais/produtos, além de fornecer dados mais precisos sobre os itens em estoque e facilitar sua operacionalização, permite uma tomada de decisões mais rápida e eficiente. Esse é com certeza o primeiro passo para ter uma perfeita gestão dos estoques, além é claro de outras etapas igualmente importantes.

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