Ferramentas do Pilar ME

Luis Cyrino
27 maio 2018
0
832

Pilar ME e suas ferramentas

Ferramentas do pilar ME – Uma vez definido as perdas a serem solucionados, precisamos de algumas ferramentas para estruturar os projetos de melhorias e analisar suas causas. A metodologia da TPM nos sugere a utilização de algumas ferramentas conhecidas e que auxiliam sobremaneira a estruturação dos trabalhos do pilar ME.

Essas ferramentas são as seguintes:

O método dos Sete passos

Esse método dos sete passos é basicamente uma estrutura organizada para realizar um projeto de melhoria e um instrumento útil para documentar esse projeto. A proposta do método é ir além do que temos no ciclo PDCA, e para tanto esse método pode fornecer:

  1. Uma estrutura na qual podemos visualizar o progresso por meio de um projeto;
  2. Etapas de verificação que nos permitem ver se não estamos tentando avançar muito rapidamente com o projeto de melhoria sem ter adquirido o suficiente entendimento;
  3. Uma forma de documentar esse projeto de melhoria;

Este método é usado principalmente na eliminação de problemas de qualidade, na deficiência do desenho ou redesenho de produtos ou processos e também de máquinas e equipamentos.

As sete etapas típicas do método são:

Passo 1: Definir os objetivos e o escopo do projeto de melhoria;

Passo 2: Entender a situação atual, suas deficiências;

Passo 3: Analisar as causas dessas deficiências;

Passo 4: Propor ações de melhorias, de soluções;

Passo 5: Avaliar os resultados;

Passo 6: Padronizar as alterações implantadas;

Passo 7: Avaliar o que foi aprendido para planos futuros.

Análise PM

É um dos mais eficientes meios de condução de medidas contra quebra/falhas. O método da análise PM é desenvolvido em oito etapas:

Etapa 1: Esclarecer o problema: Deve-se avaliar o fenômeno da maneira como surge, suas condições, suas partes afetadas, suas diferenças entre os tipos de máquinas, etc., estabelecendo um padrão para cada camada ou grupo de máquinas.

Etapa 2: Analisar o problema: É necessário a análise sob o ponto de vista físico, realizando diversos exames para identificar o tipo de ocorrência.

Etapa 3: Identificar as condições em que ocorre o fenômeno: Examina-se em que casos ocorrem as condições, é necessário listar sem falhas todos os casos que possam provocar a ocorrência do fenômeno.

Etapa 4: Listar as condições potencialmente relacionadas ao problema: Listar tudo a respeito de cada condição existente, raciocinando sobre os fatores que possam ter relação causa/efeito com o equipamento, material e pessoal, sem considerar o grau de influência.

Etapa 5: Entender a correlação dos 4 Ms (Método, Mão de obra, Máquina e Material): Considera-se cada condição identificada na etapa anterior em relação a fatores como mão de obra, equipamento, ferramenta e método de trabalho envolvido.

Etapa 6: Planejar o método de investigação: Analisa-se de forma concreta o método de pesquisa, de medição, os limites, para identificar as inconveniências de cada fator. 

Etapa 7: Identificar os pontos de inconveniências: De acordo com o método de pesquisa, levanta-se os pontos de inconveniências referentes a cada fator ou causa, verificando como está o perfil ideal e as falhas ínfimas.

Etapa 8: Levantar sugestões de melhoria: Este levantamento é baseado nas inconveniências detectadas.

Análise dos 5 porquês

Esta análise tem como objetivo encontrar as causas primárias de defeitos e falhas através da resposta a cada pergunta (5 porquês) como pergunta para a próxima etapa, até se atingir 5 etapas de porquês. No final da 5ª etapa (em média) encontraremos a causa mais provável do defeito ou falha.

Conclusão

Essas melhorias podem ser replicadas nos métodos e processos da manutenção como planos de lubrificação eficientes. Também nas instruções de trabalho de atividades mais complexas e um fluxo de informações adequadas de todas as atividades da equipe.

Poderíamos elencar outras ferramentas para a análise de falhas, fica a critério da gestão definir os melhores métodos para isso. Podemos citar o Diagrama de causa e efeito, Diagrama de Pareto, Brainstorming entre outras.

O que não podemos é se omitir diante da situação de termos recursos limitados e não fazer nada além de ficar no, quebra e conserta. Fica notório que temos muitas maneiras de combater a incidência excessiva de corretivas mesmo com recursos limitados, você concorda ou tem outra opinião?

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *