Causas e sintomas das falhas

Luis Cyrino
18 jun 2018
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Causas e sintomas das falhas

Causas e sintomas devem ser entendidos como uma relação definitiva onde um antecede ao outro, como consequência temos a falha e/ou quebra. Vamos entender melhor esse conceito vendo a ilustração de exemplo abaixo:

Conceito de “causas”

O conceito de “CAUSAS” podemos entender como tudo aquilo que antecede ou se determine a existência de algo ou um fenômeno. Uma CAUSA é um princípio, uma razão ou uma origem de alguma coisa, motivo para o que pode acontecer. Se manifesta dando origem aos diversos tipos de sintomas como consequência dessa CAUSA. Exemplos de algumas “causas”:

Ruptura da mangueira de ar comprimido;

Lubrificação deficiente do mancal do rolamento;

Desalinhamento do eixo de transmissão;

Folga excessiva dos rolamentos do motor;

Conceito de “sintomas”

Sintomas num conceito mais amplo significa o ato que consiste na manifestação de modificações ou alterações orgânicas ou funcionais. São evidencias ou sinais que caracterizam alguma consequência, originadas por causas que podem ser inicialmente conhecidas ou não.

Na área industrial, sintomas de falhas são possíveis de serem identificados por meio dos cinco órgãos do sentido humano: olfato, audição, tato, visão e paladar. Exemplo de alguns sintomas baseado nas causas elencadas acima:

Vazamento na linha de ar comprimido;

Aquecimento de um mancal de rolamento;

Vibração de um eixo de transmissão;

Ruído excessivo no moto-redutor;

Portanto num processo de análise das falhas sempre devemos focar no entendimento das causas para propor medidas que possam evitá-las. E entender os sintomas que essas falhas podem provocar é uma maneira importante para evitar sua evolução até a falha e/ou quebra. Na metodologia TPM se trabalha bastante essa questão das causas e sintomas, principalmente na integração entre as áreas da manutenção e da produção.

Tecnologia identificando sintomas de uma falha

Com os avanços das tecnologias da engenharia no emprego de técnicas especializadas, poder detectar um sintoma de falhas se tornou uma realidade. São técnicas que alcançam seus objetivos na detecção dos sintomas de falhas onde os sentidos humanos não alcançam.

Temos como exemplo os termostatos que detectam variações de temperatura que podem sinalizar por meio de alarmes que temos um possível problema a caminho. A técnica preditiva da Termografia é outro exemplo onde se detecta temperaturas fora do normal onde não conseguimos enxergar ou sentir.

Os sensores (transdutores) de vibração também são outro tipo de exemplo muito utilizado em máquinas e equipamentos. São componentes capazes de medir variações de vibração e temperatura, instalados em lugares estratégicos e por vezes em lugares de difícil acesso. E muitos outros exemplos onde a tecnologia nos auxilia na detecção de sintomas das falhas que pode tornar-se uma potencial evolução até a pane total.

O caminho da normalidade até a falha

Podemos entender, portanto que existe uma evolução entre o estado de normalidade de um componente ou sistema até se caracterizar uma falha e/ou quebra. E nesse caminho da normalidade e da falha e/ou quebra temos uma causa e um sintoma.

São esses dois itens que muito se precisa trabalhar para se conseguir a confiabilidade de máquinas e equipamentos. Ao identificar um sintoma, deve-se trabalhar de imediato na busca das possíveis causas antes que ela gere uma falha e/ou quebra.

Conclusão

Temos duas situações, portanto, que precisamos focar os esforços da manutenção para o alcance da confiabilidade. Primeiro resolver as situações de falhas ou quebras já consumadas, fazendo a análise de falhas para eliminar suas possíveis causas.

E trabalhar na prevenção das falhas usando por exemplo, a metodologia da FMEA que por meio de históricos das falhas se trabalha na identificação dos modos de falhas e em estratégias de manutenção para evita-las.

Comentários

Uma resposta para “Causas e sintomas das falhas”

  1. Bruno Correa Ferreira disse:

    Ótimo artigo! Cabe ao Engenheiro ou técnico, convencer o alto escalão da empresa que é mais barato implementar uma cultura de prevenção de falhas do que pagar o preço de uma parada devido à uma falha de equipamento.

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