Gestão à vista de paradas em Corretiva

Luis Cyrino
27 abr 2017
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Gestão à vista de paradas em Corretiva

Gestão à vista – Um problema que acredito ser comum em muitas empresas é a falta de gestão do histórico de paradas em corretiva de máquinas e equipamentos. E não estou falando do histórico dos últimos meses ou do ano vigente que já são bastante comuns, estou falando das ocorrências do mês corrente.

Como fazer essa Gestão à vista?

Vamos entender em primeiro lugar o que é “Gestão à vista”, como fazer e qual a sua principal finalidade.

Gestão à vista

A Gestão a vista trata-se basicamente de um local onde se coloca um quadro ou mural como queiram, onde são colocados os principais itens de controle de um setor com várias informações, seja através de gráficos, dados ou informações gerenciais onde qualquer pessoa que olhar vai entender o que está se querendo mostrar, ou seja, é de fácil visualização e interpretação dos mesmos.

Gestão à vista das paradas em Corretiva

Como estamos falando da gestão das paradas em Corretiva, nesse quadro deveremos mostrar no mínimo um gráfico diário das ocorrências de paradas em Corretiva. Nele serão apontados todos os dias as ocorrências do dia anterior e com isso teremos uma visão clara do comportamento do parque fabril. Esses indicadores devem ficar preferencialmente na área dos profissionais da Manutenção (oficina) e são atualizados normalmente pela área de PCM ou alguém designado pelo Gestor.

Qual a melhor maneira de mostrar esses gráficos?

Acredito que nesse caso vai depender muito de cada tamanho do parque fabril e do que se quer medir a nível de corretivas. Poderíamos ter como exemplo um gráfico para cada máquina separadas por setor se for o caso. Vejamos o exemplo abaixo de uma situação que com uma pequena análise, já podemos verificar que temos problemas e que merecem ser analisados mais profundamente e tomar as ações cabíveis:

 

 Objetivo dessa gestão à vista

Podemos elencar vários objetivos importantes com esses quadros de indicadores sendo atualizados diariamente:

Comprometimento da Manutenção: Fica evidenciado para todos do setor e para a empresa a importância que o setor está dedicando com os problemas das máquinas e equipamentos, principalmente do setor de Produção.

Gemba da Manutenção: é aquela reunião diária no “chão de fábrica” ou no nosso caso, na oficina de trabalho onde discutiremos o dia anterior. Nessa reunião se levanta quais os problemas que surgiram, dificuldades, as soluções encontradas e ações que por ventura foram identificadas como necessárias.

Visão dos indicadores: conforme a forma como são elaborados esses gráficos, podemos observar muitas variáveis que podem nos chamar a atenção como por exemplo:

  1. Se temos paradas com falhas repetitivas, ou seja, falhas iguais na mesma máquina ou de mesmo padrão, mesmo conjunto ou equipamento.
  2. Também podemos observar se temos falhas num mesmo conjunto da máquina mesmo que não sejam repetitivas.
  3. Outra coisa que podemos observar é se as falhas acontecem com incidência maior num mesmo turno de trabalho.
  4. Se as falhas acontecem mais no tipo de manutenção de ordem mecânica ou elétrica.
  5. Se estamos tendo alto índice de pequenas paradas (define-se pequenas paradas aquelas que duram até 15 minutos ou a critério de cada empresa).
  6. Identificando parada por tempo demasiadamente longo.

Tomada de decisão no tempo certo: é aquela velha mania que temos que parar ou seja, porque esperar o mês seguinte para discutir com a equipe e alta gerência os resultados? Com essa visão de acompanhamento das ocorrências podemos tomar as decisões certas e no tempo certo para conter problemas que estão visíveis nos gráficos. Com isso podemos “salvar” nossos indicadores agindo de forma rápida e eficaz com medidas imediatas para contenção dos problemas ou na pior das hipóteses, minimizar os estragos.

Conclusão

Fica muito claro conforme mencionado nesta matéria que quando se mede e se acompanha os indicadores, a visão sobre as tendências é bem nítida. Dessa forma se contribui eficazmente para a tomada de decisões em tempo real praticamente. Não adianta saturar o setor com uma montanha de indicadores se não se faz a leitura dos mesmos ou se deixa para interpreta-los depois que os estragos já aconteceram.

Por isso sempre enfatizo que mesmo com poucas possibilidades de ter várias estratégias de Manutenção para suprir as necessidades da empresa, é possível sim minimizar os impactos das corretivas. Basta aplicar vários métodos que tenho explicitado aqui no site que podemos conseguir resultados muito satisfatórios, é questão de saber fazer a Gestão da Manutenção.

Comentários

5 respostas para “Gestão à vista de paradas em Corretiva”

  1. Elias Lira disse:

    Boa apresentação Luis Syrino, excelente trabalho de gestão, fiquei tão atento no gráfico que parecia que eu estava andando pelo chão de fábrica e conferindo os valores apresentado, do tipo: item 4, que apresenta quatro intervenções, sendo que, todas referentes a parte elétrica, ok! Sendo que o painel principal é um item que não vem apresentando defeitos.
    Se interpretei errado, me dê uma força com toda humildade.
    Sou fã desses tipos de trabalho que geram indicadores em quadros de gestão à vista.

    Att, Elias Lira

    • Luis Cyrino disse:

      Olá Elias, você observou bem, estava bem atento mesmo, legal. Nesse caso não é um engano ou erro do gráfico como exemplo, normalmente o painel não é na minha opinião, um local que apresenta defeitos constantemente e sim os sistemas elétricos de atuação nos conjuntos da máquina e que também tem painéis de porte pequeno que aí sim apresentam mais problemas. Mas a sua observação é legítima mas esse gráfico preenchi de forma aleatória, são problemas fictícios, mais para mostrar que quem acompanha os problemas tem mais chances de conter um problema antes que feche o mês e os resultados sejam desastrosos. Muito obrigado por sua participação, valeu mesmo.

  2. Marcella Souza disse:

    Boa tarde, teria como disponibilizar esse gráfio ? Tenho interesse em utilizar. Obrigada.

  3. keila Souza disse:

    Gostei tambem pode compatilhar

  4. Carlos Wagner de Souza Barros disse:

    Boa tarde Luis Cyrino, excelente artigo e uma visão bem prática de como gerir as paradas corretivas. Gostaria de saber se pudesse me enviar este artigo por email, penso em aplicar algo parecido e seria de grande ajuda.

    Parabéns pelo aritigo.

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