Indústria 5.0 integrando tecnologia e pessoas

Luis Cyrino
22 fev 2024
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Indústria 5.0 integrando tecnologia e pessoas

A era da revolução industrial parece não ter fim não é mesmo? Alguém pode até dizer que como podemos falar da Industria 5.0 se mal temos implantado a indústria 4.0 por aqui.

E com certeza faz todo sentido esse questionamento, afinal aqui no Brasil temos essencialmente a predominância de pequenas e médias empresas como maiores contribuidores para a nossa economia.  E estão longe de conseguir usufruir dos benefícios das tecnologias advindas da Indústria 4.0.

O motivo basicamente falando é por conta dos altos custos para implementar em suas empresas. Mas os avanços tecnológicos não tem limites, enquanto estamos aqui produzindo este artigo, muitos centros tecnológicos estão estudando, fabricando e viabilizando novos métodos, sistemas e produtos para inserir no mercado global.

Revolução industrial na linha do tempo

  • Década de 1780, nasce a primeira revolução industrial (1.0) com a geração de energia mecânica a partir de água, vapor e combustíveis fósseis.
  • Na segunda revolução industrial (2.0) na década de 1870, a energia elétrica foi favorecida pelos fabricantes com linhas de montagem e produção em massa.
  • Empregando eletrônica e tecnologias de informação (TI), a terceira revolução industrial (3.0) introduziu o conceito de automação nas indústrias de produção na década de 1970.
  • A quarta fase da revolução industrial (4.0) surgiu em meados de 2012 na Alemanha, utiliza a Internet das Coisas (IoT) e a computação em nuvem para fornecer uma interface em tempo real entre os mundos virtual e físico – os chamados sistemas ciberfísicos.

Embora a indústria 4.0 ainda não esteja bem desenvolvida, aqui no Brasil isso fica mais evidente, muitos pioneiros da indústria e líderes tecnológicos já estão discutindo sobre a quinta revolução industrial (5.0).

Qual a motivação para a Indústria 5.0?

Sabemos que a Indústria 4.0 trata da automatização de processos e da introdução da computação de ponta (edge computing) de maneira distribuída e inteligente. O seu único foco é melhorar a eficiência do processo, ignorando assim inadvertidamente o custo humano resultante da otimização dos processos.

Este é o maior problema que ficará evidente dentro dos próximos anos, quando o efeito total da Indústria 4.0 entrar em ação. Já se tem muita discussão sobre a forte industrialização das grandes indústrias com base nessa automação e que tem eliminado muitos postos de trabalho.

Pelo que tenho lido em vários artigos pelo mundo, a ideia da Indústria 5.0 não é focar no recuo quando se trata de implementar eficiência nos processos através da introdução de tecnologias avançadas. Propõe-se que a Indústria 5.0 seja a solução de integrar tecnologia, trabalhadores, segurança e a sustentabilidade.

A Indústria 5.0 vem sendo denominada como a revolução na qual colaboradores e máquinas e sistemas inteligentes encontram maneiras de trabalhar juntos, em prol de melhoria e eficiência da produção manufatureira.

Inovações tecnológicas na Indústria 5.0

A nova concepção e introdução da Indústria 5.0 procura corrigir o grande desequilíbrio que a era da Indústria 4.0 trouxe intrinsicamente em seus conceitos, a substituição do trabalhador por sistemas inteligentes.

Para tentar corrigir isso os conceitos da Indústria 5.0 utilizam os conceitos de computação cognitiva, sistemas ciberfísicos e inteligência artificial para garantir que os humanos tenham um papel na transformação digital que continua a evoluir. Algumas das inovações tecnológicas usadas são:

  • IoT – Internet das Coisas;
  • IA – inteligência artificial;
  • Cobots – robôs colaborativos;
  • Biotecnologia;
  • Edge computing;
  • Aprendizado de máquina;
  • Inteligência de negócios, etc.

Edge computing: é um framework de computação distribuída que aproxima as aplicações corporativas das fontes de dados, como os dispositivos de IOT ou servidores de edge locais (fonte: IBM).

Aplicação da interação tecnologia e colaboradores

O que temos visto ultimamente é a grande evolução das informações nos processos fabris por meio da tecnologia. O uso do Big Data e IoT que compilam dados e fornecem “insights” em tempo real, essenciais na tomada de decisões.

Isso traz maior eficiência e segurança para ativos, colaboradores e processos industriais mostrando em tempo real toda situação da fábrica. Ou seja, todo parque fabril pode ser monitorado em tempo real por um sistema com base em sensores inteligentes.

Todas as informações são coletadas e processadas fornecendo percepções que podem levar a tomadas de decisões importantes, rápidas e seguras.

Outra aplicação importante que vem ao encontro do foco da Indústria 5.0 é o trabalho em ambientes explosivos ou espaços confinados. A tecnologia por meio do monitoramento do colaborador pode entender situações de risco e delimitar algumas situações perigosas.

Tais como um deslocamento indevido, presença de gases impróprios, qualidade do ar e até mesmo de monitoramento das condições físicas de um colaborador.

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Conclusão

Portanto podemos entender que o objetivo principal dessa nova concepção da Indústria 5.0 é corrigir o desiquilíbrio entre tecnologia e os colaboradores das empresas. Ou seja, a ideia é recolocar esses colaboradores em primeiro lugar e aumentar a inclusão.

É preciso entender que uma não inviabiliza a outra, pelo contrário, os conceitos e planejamento de implementação das Indústrias 4.0 e 5.0 deve acontecer simultaneamente.

A nova realidade da revolução industrial é continuar, não concentrar, o uso da conectividade entre as máquinas e também direcionar e intensificar esforços na disseminação da mão de obra mais qualificada nas empresas.

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