Manutenção, trocar ou recuperar?

Luis Cyrino
6 ago 2015
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Manutenção, trocar ou recuperar?

Manutenção – Acredito que todos os envolvidos em empresas do ramo industrial já ouviram alguma vez o comentário de que a área de Manutenção são normalmente trocadores de peças, e você meu caro leitor concorda com essa afirmativa?

Afinal de contas qual a função da Manutenção em suas tarefas diárias ao se deparar com a necessidade de efetuar reparos em máquinas e equipamentos, quer seja uma corretiva, preventiva ou qualquer outro tipo de intervenção?

Sabemos que em alguns tipos de intervenções a troca de peças ou componentes se torna inevitável tais como: motor queimado, rolamento quebrado, correias arrebentadas ou com excesso de desgaste e muitos outros itens que poderíamos citar.

Então porque os comentários de que a Manutenção são trocadores de peças num tom de crítica como só soubessem fazer isso, vocês têm alguma resposta para isso?

Acredito que posso citar duas situações que podem corroborar com essas afirmações em tom crítico de alguns e que seriam as seguintes:

Falta de critérios para a troca:

Nesses casos o manutentor pode numa primeira avaliação optar simplesmente pela troca da peça ou componente, porém com uma análise mais aprofundada pode chegar à conclusão que alguns ajustes, regulagens ou alguns reparos resolveriam a situação sem a necessidade de troca. Alguns exemplos desse tipo de situação:

1 – Correias patinando ou vibrando em excesso podem estar em bom estado e poderiam ter como causas um afrouxamento no esticador, contaminação por sujeira / contaminação nos sulcos das polias, desalinhamento, transmissão pesada entre outros.

2 – Válvula pneumática falhando pode indicar alguns problemas que não justificariam sua troca e teria como causas simplesmente uma contaminação interna causada pela qualidade do ar comprimido, filtro entupido, vazamento de ar, mal contato da bobina ou falha de sinal entre outros.

3 – Articulações e alavancas de transmissão com buchas gastas, em muitos desses casos podemos padronizar o uso de buchas de metal patente comum no mercado e simplesmente trocar as mesmas de forma rápida e custo baixo sem a necessidade da troca da peça toda com custo bem mais alto.

Faz a troca, mas não faz a análise do porquê quebrou:

Nesses casos ocorre a famosa repetitividade da ocorrência pela falta da análise da falha, conserta hoje e quebra depois de alguns dias ou semanas a mesma peça ou componente e isso podemos afirmar que é recorrente na área da Manutenção. Alguns exemplos desse tipo de situação:

1 – Motor queimado pode indicar outros problemas como sistema de transmissão pesado ou travamento intermitente, circuito elétrico de comando do motor com problemas, etc.

2 – Mangueira hidráulica estourando pode indicar outros problemas como qualidade deficiente da mangueira, falha de especificação da mangueira entre outros.

3 – Cilindro pneumático com ponta da haste (rosca) quebrada, podemos reparar essa ponta colocando um postiço e claro analisar o porquê isso aconteceu.

Conclusão

Podemos notar que uma análise com critérios se faz necessário antes de sair trocando peças ou componentes que podem ser os que menos tem problemas em algumas situações e que recuperação pode se tornar uma ótima solução para certas peças ou componentes à custos bem mais baixos do que a troca por um novo.

Falamos em tempos de crise mas digamos que o momento não é de crise mas um acontecimento trágico acontece na empresa que você trabalha, o que fazer nesse momento? Se a empresa tiver um plano de contingência saberá o que fazer. Vejam no link abaixo o que é Plano de contingência e como elaborar um.

Plano de contingência

Comentários

Uma resposta para “Manutenção, trocar ou recuperar?”

  1. Walter Bastos disse:

    Olá,
    O rótulo de trocador de peças é muito comum mesmo, daí a necessidade exposta no conteúdo para haver melhoramento na qualidade da avaliação obviamente acompanhada de mão de obra qualificada para existir esse critério deverás importante no ambiente da manutenção.

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