Métodos de priorização dos Ativos

Luis Cyrino
12 maio 2019
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Métodos de priorização Ativos

Métodos de priorização de ativos ou classificação ABC são usados para eleger um nível de importância de máquinas e equipamentos em plantas industriais. Essa classificação é definida de acordo com as prioridades de intervenção em caso de falha/quebra ou de outras situações que precisa ser definido para este ou aquele ativo.

O que é “classificação ABC”?

Também conhecida como Curva ABC ou 80-20, é baseada no teorema do economista Vilfredo Pareto, na Itália, no século XIX, num estudo sobre a renda e riqueza, ele observou uma pequena parcela da população, 20%, que concentrava a maior parte da riqueza, 80%.

A curva ABC é um método de classificação de informações que separa os itens de maior importância ou impacto, que são normalmente em menor número.

Trata-se de classificação estatística de materiais, baseada no princípio de Pareto, em que se considera a importância dos materiais de estoque, baseada nas quantidades utilizadas e no seu valor.

Métodos que podemos utilizar

Para se eleger a prioridade quanto a intervenção da Manutenção ou mesmo para outros tipos de decisões, as empresas podem usar alguns métodos baseado na curva ABC. Para isso é preciso definir quais parâmetros serão usados para essa definição e vamos elencar aqui dois modelos.

O método TGPC que está presente nos conceitos da metodologia WCM e o método adaptado da JIPM que está presente na metodologia TPM. A finalidade de ambos os métodos é a mesma, definir a prioridade de atendimento de máquinas e equipamentos para situações de falhas ou outras situações que requerem uma decisão entre um ou outro ativo.

Lembro que os critérios são definidos conforme algumas características de cada segmento de negócios. Portanto, o modelo baseado na curva ABC é o mesmo, e cada empresa define seus critérios conforme mais lhe convier, então não tem certo ou errado, nem melhor ou pior.

Metodologia TGPC

TGPC, é uma metodologia que classifica máquinas e equipamentos de acordo com algumas premissas ou critérios que são:

(T) tempo médio de reparo;

(G) grau de influência;

(P) probabilidade de evento e;

(C) criticidade.

Esse método TGPC se baseia na análise de dados de dez itens que estão alinhadas as quatro dimensões principais (Tempo, Influência, Probabilidade e Criticidade). Cada item atribui uma pontuação que ao final será somada e servirá para definir a classificação do ativo.

Os dez itens são: tempo médio de parada ou MTTR, uso da máquina, efeito da qualidade sobre o produto, custo da não qualidade, perdas de energia, impacto sobre a produção, impacto sobre a segurança das pessoas, no meio ambiente, frequência de parada por corretiva ou MTBF, criticidade das máquinas baseado no grau de dificuldades para a Manutenção.

No uso dessa metodologia do TGPC podemos perceber que se faz necessário muitos dados relacionados a máquinas e equipamentos.

Método adaptado pela JIPM

Durante a evolução da metodologia TPM, a JIPM – Japan Institute of Plant Maintenance, adaptou um método de fazer a classificação de máquinas e equipamentos. Esse método se constitui num fator decisivo para a escolha de uma política de manutenção adequada.

Essa avaliação que determina o grau de criticidade das máquinas e equipamento em relação ao processo produtivo. Esse método é uma adaptação dos critérios usados pelo sistema SGQ – Sistema da garantia da Qualidade.

Nesse método se usa como critérios os seguintes parâmetros: Mantenabilidade, Confiabilidade, Segurança, Qualidade, Operacional e Custo.

O JIPM – Japan Institute of Plant Maintenance (1995) recomenda a utilização da classificação ABC, como uma ferramenta para avaliar a criticidade de uma máquina ou equipamento, para isso faz-se uso da utilização de um fluxograma do tipo decisório.

Para a utilização desse fluxograma, é necessária uma base de critérios de criticidade que nos permite definir uma classificação em uma das classes (A, B ou C).

Ao término dessa classificação, a atuação da Manutenção é orientada para cada classe de máquinas e equipamentos, lembro que é apenas um exemplo, cada gestão de Manutenção define o seu nível de atuação para cada tipo de classe.

Revise seus métodos

Importante que essa classificação, independentemente do método adotado, sofra revisões por um período pré-determinado pela Gestão da Manutenção. Isso varia para cada tipo de planta produtiva e métodos de gestão, acredito que não pode ultrapassar um ano sem essa revisão.

Conclusão

Alguém pode me dizer que a empresa não utiliza as metodologias TPM ou WCM, portanto não faz essa classificação ABC. Isso não impede e recomendo que isso seja feito, é um ótimo parâmetro para que a gestão da Manutenção se concentre nos ativos prioritários.

As políticas e estratégias da Manutenção sempre devem estar baseadas em alguns parâmetros, a classificação ABC é uma ótima pedida.

O Manutenção em foco pode auxiliar nesse processo e implantar esse método de classificação com base na metodologia TPM e outras necessidades referentes ao setor da Manutenção. Entre em contato conosco que poderemos lhe fazer uma visita técnica sem compromisso, não perca mais tempo, podemos lhe ajudar.

Fone/WhatsApp: (41) 9 9958-6044

E-mail: luis@manutencaoemfoco.com.br

Comentários

2 respostas para “Métodos de priorização dos Ativos”

  1. Eu gostei muito da proposta do artigo, vou tentar aplicar na empresa. Obrigado

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