Ciclo PDCA

Luis Cyrino
20 fev 2017
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Ciclo PDCA

Ciclo PDCA (do inglês: Plan – Do – Check – Act / Adjust) é um método iterativo (repete várias vezes) de gestão de quatro passos, utilizado para o controle e melhoria contínua de processos e produtos.

O PDCA (Planejar – Fazer – Checar – Agir/Ajustar) foi criado na década de 20 por Walter A. Shewart, mas foi William Edward Deming, considerado na época o guru do gerenciamento da qualidade, quem disseminou seu uso no mundo todo, por isso, a partir da década de 50, o ciclo PDCA passou a ser conhecido como “Ciclo de Deming”.

Etapas do PDCA

  1. Planejar

Estabelecer os objetivos e processos necessários para entregar resultados de acordo com o projetado (objetivos ou metas). Ao estabelecer expectativas de resultado, a integridade e precisão da especificação também é uma parte da melhoria almejada. Quando possível começar em pequena escala para testar os possíveis efeitos.

  1. Desenvolver

Implementar o plano, executar o processo, fazer o produto. Coletar dados para mapeamento e análise dos próximos passos “Checar” e “Ajustar”. Portanto esta etapa gera muito cuidado pois pode não ser a causa raiz de algum problema detectado.

  1. Conferir/Checar

Estudar o resultado (medido e coletado no passo anterior “Desempenhar”) e compará-lo em relação aos resultados esperados (objetivos estabelecidos no passo “PLANEJAR”) para determinar quaisquer diferenças. Procurar por desvios principalmente na aplicação do plano e também olhar para a adequação e abrangência do plano permite a execução do próximo passo, ou seja, “AGIR”.

Traçar dados pode fazer isso muito mais fácil para ver as tendências ao longo de vários ciclos de PDCA e assim converter os dados coletados em informação. Informação é o que você precisa para a próxima etapa “Ajustar”.

  1. Agir e/ou Ajustar

Tomar ações corretivas sobre as diferenças significativas entre os resultados reais e planejados. Analisar as diferenças para determinar suas causas. Determinar onde aplicar as mudanças que incluem a melhoria do processo ou produto.

Quando uma passagem por estes quatro passos não resultar na necessidade de alguma melhora, o método ao qual o PDCA é aplicado pode ser refinado com maiores detalhes na iteração (repetição) seguinte do ciclo, ou a atenção deve ser colocada de uma forma diferente em alguma fase do processo.

Conheça também o método do MASP, uma derivação do ciclo PDCA.

Aplicação

O ciclo PDCA quando aplicado junto ao Sistema de Gestão da Qualidade ou mesmo em outro sistema de Gestão pode implementar ações para atingir a melhoria contínua, assegurar a operação e controle dos processos produtivos. No Sistema de Gestão da Qualidade ou outros sistemas de gestão, podemos encontrar não conformidades nos processos, para tratar a não conformidade utilizamos o ciclo PDCA. Podemos agir com vários tipos de plano de ação para eliminar uma não conformidade identificada:

  1. Ação corretiva – Plano de ação para eliminar a causa de uma não conformidade existente, visando eliminar ou reduzir a possibilidade de reincidência dessa não conformidade.
  2. Ação preventiva – Plano de ação para eliminar a causa de uma não conformidade potencial, visando eliminar ou reduzir a possibilidade de ocorrência dessa não conformidade
  3. Ação de melhoria – Plano de ação para implementar melhorias contínua nos processos.

O plano de ação preventivo, corretivo ou de melhoria são abertos para contemplar a determinação das causas e as ações propostas, com acompanhamento até a análise crítica sempre que ocorrer.

Princípio desse método

Um princípio fundamental do método científico e do PDCA é a iteração (repetidas vezes), uma vez que uma hipótese é confirmada (ou negada), e a execução do ciclo novamente vai ampliar o conhecimento adiante. Repetir o ciclo PDCA pode trazer-nos mais perto do objetivo, geralmente o perfeito funcionamento e o resultado correto no final.

Deming sempre enfatizou a necessidade de iterações (repetições) para a melhoria de um sistema, daí o fato de o PDCA ser repetidamente implementado em espirais de aumento de conhecimento e melhoria continua convergindo para o objetivo final.

Especialmente no início de um projeto, as informações chaves podem não ser conhecidas, o PDCA como método de base científica fornece informações para justificar nossas suposições (hipóteses) e aumentar o nosso conhecimento. Ao invés de introduzir a “paralisia da análise” para ficar perfeito na primeira vez, é melhor estar aproximadamente certo do que exatamente errado. Com o conhecimento melhorado, podemos optar por aprimorar ou alterar o objetivo (estado ideal). Certamente, a abordagem do ciclo PDCA pode trazer-nos mais perto de qualquer meta definida.

PDCA como Pensamento crítico

O ciclo PDCA e resolução cientifica de problemas, também são conhecidos como um sistema para o desenvolvimento de pensamento crítico. Na empresa japonesa da Toyota e em outras empresas enxutas, se propõem que os envolvidos em um grupo de trabalho utilizando o ciclo PDCA, são mais capazes de inovar e ficar à frente da concorrência através de um rigoroso método de resolução de problemas. Isso também cria uma cultura de solucionadores de problemas utilizando o ciclo PDCA e cria uma cultura de pensadores críticos.

PDCA e o Six Sigma

Em programas como o Six Sigma, o ciclo PDCA é chamado de “definir, medir, analisar, melhorar, controlar” onde é chamado de DMAIC. A natureza do ciclo iterativo (várias vezes) deve ser adicionada explicitamente ao processo DMAIC.

O ciclo constante de melhoria é um fator competitivo fundamental no mundo de hoje e o ciclo PDCA permite grandes evoluções de desempenho, bem como a ferramenta do Kaizen (pequenas melhorias, mas frequentes).

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